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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Deserto do Irã é o lugar mais quente do mundo, revelam satélites

RIO - Nem no Rio de Janeiro, como gostamos de pensar, nem no Saara, como sugere a marchinha de carnaval. O lugar mais quente da Terra é o Deserto de Lut, no Irã, onde a temperatura chegou a 70,7 graus Celsius em 2005, segundo medições da Nasa, divulgadas ontem por uma equipe da Universidade de Montana, nos Estados Unidos. Localizado no leste do Irã, o Lut conta com uma paisagem árida repleta de grandes colinas de fragmentos de rocha esculpidas pelo vento. Sem aparelhos de ar condicionado ou qualquer proteção, um ser humano não resistiria por um dia àquele ambiente.
Foi pensando nessa limitação que o ecologista Steven Running resolveu desenvolver o estudo, que será publicado pela "Journal of Geophysical Research". O pesquisador lembra que há, distribuídas pelo planeta, 11.119 estações cadastradas na Organização Meteorológica Mundial (OMM). Isso equivale a apenas um ponto de temperatura monitorada a cada 13 mil quilômetros quadrados de superfície terrestre. Fica evidente, portanto, a existência de regiões tão remotas que são ignoradas por aquela instituição.
- Os desertos quentes do planeta, como o Saara, Gobi (entre China e Mongólia) e Sonora (EUA e México) são climaticamente rigorosos demais, e o acesso é tão remoto que uma medição de rotina da temperatura, ou a manutenção de uma estação, são impraticáveis - explica Running. - A maioria desses pontos é ignorada por equipamentos instalados em solo. Os satélites, porém, nos dão uma visão contínua da superfície, permitindo uma observação igual tanto destas áreas quanto de outras mais alcançáveis.
Imagem do deserto de Lut feita por satélite da Nasa
 em 1999 nas cores naturais.(Divulgação Nasa)
Imagem do deserto de Lut feita com câmera de infravermelho,
os locais mais claros a supefície registrava 70°C.(Divulgação)

Hemisfério Sul menosprezado

Running usou um dispositivo em dois satélites: o Terra, lançado em 1999, e o Aqua, no espaço desde 2002. Conhecido como Modis, este instrumento passa diariamente por toda a superfície da Terra e pode detectar a energia infravermelha ali emitida. Assim, pode calcular as temperaturas e "preencher as lacunas" entre as estações meteorológicas.
A equipe americana fez as medições por sete anos, a partir de 2003; em cinco deles, o Deserto de Lut foi o que registrou temperaturas mais altas. As exceções foram 2003, quando o título ficou para a província de Queensland, no norte da Austrália (com 69,3º C) e 2008, período em que venceram os 66,8º C da Bacia de Turfan, na China.
A influência da cobertura vegetal sobre as medições ainda deve ser avaliada, segundo o estudo; por isso florestas como a do Congo podem não ter marcado presença entre os locais mais cálidos do planeta. No entanto, com o desmatamento à toda em diversas regiões tropicais, aliado a mudanças climáticas e à intensificação de eventos extremos, é provável que Lut, Queensland e Turfan tenham mais concorrentes nas próximas décadas.
Ex-chefe da Divisão de Satélites do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos do Inpe, Carlos Frederico de Angelis acredita que o levantamento da Universidade de Montana pode ter minimizado a quentura de alguns endereços do Hemisfério Sul.
- Essa distribuição dos locais mais quentes deve ser mais homogênea - avalia o cientista, agora coordenador-geral de operações do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). - É fato que o nível de observação dos satélites é muito reduzido no Hemisfério Sul. A maioria dos países desenvolvidos, que tem condições financeiras e interesse para desenvolver pesquisas, está no Norte. Além disso, há muito mais terras naquele hemisfério do que no nosso.
Para a bióloga Ana Elisa Silva, também do Cemaden, temperaturas como a registradas pelo estudo "não são viáveis para a vida humana".
- Há micro-organismos que se desenvolvem em locais extremos. Alguns fungos, por exemplo, conseguem se viver a mais de 100 graus Celsius - destaca. - Nosso corpo tem mecanismos para manter a temperatura interna, que é de 36 graus, mas ele não conseguiria se ajustar naturalmente, sem recorrer a qualquer recurso, a uma condição tão radical.
Ana Elisa ressalta que há pessoas "que conseguem um controle do corpo incomum" para se adequar a ambientes inóspitos, mas tratam-se de exceções. Algumas estranham mesmo temperaturas bem mais amenas - a de um verão carioca, por exemplo.
- Já estive no Rio e aproveitei bastante, mas estava muito calor para mim, uma pessoa que vive em um local onde neva - admite Running.

Fonte: Yahoo Notícias

sexta-feira, 16 de março de 2012

Morre o geógrafo Aziz Ab’Saber


Foto: Reprodução USPAmpliar
Aziz Ab'Saber morreu nesta sexta-feira (16) aos 87 anos
Morreu na manhã desta sexta-feira (16) Aziz Nacib Ab’Saber, um dos mais respeitados geógrafos do País. Ab’Saber tinha 87 anos e morreu na casa dele, em Cotia (SP). Ele era presidente de honra da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP). 

A causa da morte ainda não foi oficialmente divulgada, mas as suspeitas são de parada cardíaca. O velório será realizado a partir das 19h no prédio da administração da FFLCH/USP e o enterro, no Cemitério da Paz, às 10 horas. A FFLCH/USP decretou luto de três dias. Aziz casou-se duas vezes, deixa duas filhas e seis netos.

 Nascido em São Luís do Paraitinga, em 1924, Ab'Saber foi autor de mais de 300 trabalhos acadêmicos e considerado referência da geografia em todo o mundo. É autor de estudos e teorias fundamentais para o conhecimento dos aspectos naturais do Brasil.Foi presidente da SBPC de 1993 a 1995 e desenvolveu trabalhos no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA/USP) até ontem. Foi autor também de diversos livros educativos sobre geografia, usados em diversos colégios.


“Por causa destes livros, o trabalho dele serviu de base até para o avanço do conhecimento de geografia no país”, disse ao iG Rute de Andrade, Secretária Geral da SBPC. “É uma contribuição única pela qualidade e abrangência. Ele descreveu o país a partir de viagens, onde associava geomorfologia, ecossistema e a formação dos ambientes”, disse.
Ab'Saber entregou ontem, o último capítulo de seu livro, “Leituras indispensáveis”, onde tecia comentários sobre artigos que considerava excelentes para a formação humana dos jovens. Nele Aziz fazia uma homenagem ao trabalho dos primeiros geógrafos no interior do Brasil, como José Veríssimo da Costa Pereira e Carlos Miguel, e às primeiras expedições de Candido Mariano da Silva Rondon, o Marechal Rondon (1865 a 1958). O terceiro volume do livro será lançado na reunião anual da SBPC que ocorre em julho em São Luís.
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O acadêmico era um grande entusiasta de que os jovens viajassem para conhecer o Brasil e assim pudessem tomar decisões sobre questões nacionais. A primeira atividade de Ab’Saber como aluno da Universidade de São Paulo foi uma excursão passou por Sorocaba, Itu, Salto, Campinas e retornou a São Paulo, em 1940. Ab’Saber afirmava que a partir daquela viagem, decidiu ser geógrafo.

Amazônia
Suas pesquisas sobre a Amazônia foram fundamentais para o que se convencionou chamar de a “Teoria dos Refúgios e Redutos”. Segundo essa teoria, durante a última glaciação, a Amazônia teria se reduzido a pequenas reservas.

Aziz também foi consultor ambiental do Partido dos Trabalhadores (PT), tornando-se próximo ao ex-presidente Lula. Nos últimos anos, no entanto, passou a criticar a postura do governo federal em relação ao Meio Ambiente, criticando questões como a transposição do Rio São Francisco, e o novo código Florestal. Na reunião da SBPC de 2010, em Natal foi combativo em relação ao novo Código Florestal, chegando a defender a criação do Código da Biodiversidade para contemplar a preservação das espécies animais e vegetais.
Pelo Twitter, o deputado estadual de São Paulo pelo PT, Rui Falcão, lamentou a morte de “Mestre Aziz, decano da geografia física no Brasil, nossos sentimentos para sempre”.
O MST também homenageou o geógrafo, afirmando em nota, que o MST perdia um grande amigo e colaborador. “O povo brasileiro perdeu um dos seus mais brilhantes estudiosos da área ambiental e da geografia de nosso território”.
Ao longo da carreira, Ab’Saber recebeu diversos prêmios como o Prêmio Jabuti em Ciências Humanas (1997 e 2005), eem Ciências Exatas (2007); o Prêmio Almirante Álvaro Alberto para Ciência e Tecnologia (1999), concedido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia; a Medalha de Grão-Cruz em Ciências da Terra pela Academia Brasileira de Ciências; e o Prêmio Unesco para Ciência e Meio Ambiente (2001).
Fonte: IG - Último segundo

domingo, 26 de junho de 2011

Sala de aula virtual - Geografia: maiores rios, oceanos e desertos do planeta

Maiores rios, oceanos e desertos do planeta

Veja lista dos acidentes geográficos mais conhecidos do planeta: os maiores oceanos, os mares mais extensos, os maiores rios do mundo, os maiores desertos, as maiores altitudes, as maiores quedas d'água, os lagos mais extensos e as maiores ilhas da Terra.

Maiores acidentes geográficos
Os oceanos *
Área (km2)
Profundidade máx. (m)
Pacífico
179,7 milhões
11.524
Atlântico
106,1 milhões
9.220
Indico
74,9 milhões
9.000
Os três mares mais extensos
Área (km2)
Profundidade máx. (m)
Mar da Arábia
3,68 milhões
5.800
Mar da China Meridional
3,45 milhões
5.560
Mar do Caribe
2,75 milhões
7.680
Os três maiores rios
Localização **
Extensão (km)
Amazonas
Brasil
6.868
Nilo
Egito
6.671
Xi-Jiang
China
5.800
Os três maiores desertos
Localização
Extensão em km2
Saara
Norte da África
8,6 milhões
Gobi
Mongólia e noroeste da China
1,3 milhão
Kalahari
Sudoeste da África
930 mil
As maiores altitudes
Localização
Altura (m).
Everest
Nepal/China
8.848
K-2
Paquistão/China
8.611
Kanchenjunga
Nepal/índia
8.598
As três maiores quedas d’água
Localização
Altura(m)
Salto Angel
Venezuela
979
Tugela
África do Sul
914
Utigard
Noruega
800
Os três lagos mais extensos
Localização
Área (Km2) – Profundidade máx. (m)
Mar Cáspio
Oeste da Ásia
371 mil – 1.025
Superior
EUA/Canadá
84 mil – 406
Victoria
Uganda/Tanzânia/Quênia
68 mil– 73
As três maiores ilhas
Área (km2)
Groenlândia
2,18 milhões
Nova Guiné
785 mil
Bornéu
736 mil
* Alguns geógrafos consideram o oceano Glacial Ártico (com 14,09 milhões de km não como um oceano, mas como um mar formado pelo oceano Atlântico.A área do Atlãntico mencionada nesta tabela inclui o Ártico.
** Principal país que o rio atravessa.

Fonte: Manual de Redação - Folha de S. Paulo - Via Uol Educação