quinta-feira, 14 de abril de 2011

Conheça o acervo do Domínio Público

O "Portal Domínio Público", lançado em novembro de 2004 (com um acervo inicial de 500 obras), propõe o compartilhamento de conhecimentos de forma equânime, colocando à disposição de todos os usuários da rede mundial de computadores - Internet - uma biblioteca virtual que deverá se constituir em referência para professores, alunos, pesquisadores e para a população em geral. 
 
Este portal constitui-se em um ambiente virtual que permite a coleta, a integração, a preservação e o compartilhamento de conhecimentos, sendo seu principal objetivo o de promover o amplo acesso às obras literárias, artísticas e científicas (na forma de textos, sons, imagens e vídeos), já em domínio público ou que tenham a sua divulgação devidamente autorizada, que constituem o patrimônio cultural brasileiro e universal. 
 
Desta forma, também pretende contribuir para o desenvolvimento da educação e da cultura, assim como, possa aprimorar a construção da consciência social, da cidadania e da democracia no Brasil. 
 
Adicionalmente, o "Portal Domínio Público", ao disponibilizar informações e conhecimentos de forma livre e gratuita, busca incentivar o aprendizado, a inovação e a cooperação entre os geradores de conteúdo e seus usuários, ao mesmo tempo em que também pretende induzir uma ampla discussão sobre as legislações relacionadas aos direitos autorais - de modo que a "preservação de certos direitos incentive outros usos" -, e haja uma adequação aos novos paradigmas de mudança tecnológica, da produção e do uso de conhecimentos.

FERNANDO HADDAD
Ministro de Estado da Educação 


Abaixo, confira a lisata de links para downloads livres das 500 obras mais acessadas:

  1. A Divina Comédia - Dante Alighieri
  2. Poemas de Fernando Pessoa - Fernando Pessoa
  3. A Comédia dos Erros - William Shakespeare
  4. Romeu e Julieta - William Shakespeare
  5. Mensagem - Fernando Pessoa
  6. Dom Casmurro - Machado de Assis
  7. Sonho de Uma Noite de Verão - William Shakespeare
  8. O Eu profundo e os outros Eus. - Fernando Pessoa
  9. A Cartomante - Machado de Assis
  10. Poesias Inéditas - Fernando Pessoa
  11. Cancioneiro - Fernando Pessoa
  12. A Megera Domada - William Shakespeare
  13. Tudo Bem Quando Termina Bem - William Shakespeare
  14. A Tragédia de Hamlet, Príncipe da Dinamarca - William Shakespeare
  15. A Carteira - Machado de Assis
  16. Dom Casmurro - Machado de Assis
  17. Do Livro do Desassossego - Fernando Pessoa
  18. Macbeth - William Shakespeare
  19. O pastor amoroso - Fernando Pessoa
  20. A Igreja do Diabo - Machado de Assis
  21. A Tempestade - William Shakespeare
  22. Livro do Desassossego - Fernando Pessoa
  23. O Mercador de Veneza - William Shakespeare
  24. Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis
  25. A Carta - Pero Vaz de Caminha
  26. Cancioneiro - Fernando Pessoa
  27. O Guardador de Rebanhos - Fernando Pessoa
  28. Trabalhos de Amor Perdidos - William Shakespeare
  29. Os Lusíadas - Luís Vaz de Camões
  30. A Carta de Pero Vaz de Caminha - Pero Vaz de Caminha
  31. Este mundo da injustiça globalizada - José Saramago
  32. A Carteira - Machado de Assis
  33. Conto de Inverno - William Shakespeare
  34. A Cartomante - Machado de Assis
  35. Muito Barulho Por Nada - William Shakespeare
  36. Poemas Traduzidos - Fernando Pessoa
  37. A Metamorfose - Franz Kafka
  38. A Mão e a Luva - Machado de Assis
  39. Americanas - Machado de Assis
  40. Otelo, O Mouro de Veneza - William Shakespeare
  41. Júlio César - William Shakespeare
  42. A Cidade e as Serras - José Maria Eça de Queirós
  43. Rei Lear - William Shakespeare
  44. Poemas Inconjuntos - Fernando Pessoa
  45. O Alienista - Machado de Assis
  46. Antônio e Cleópatra - William Shakespeare
  47. A Causa Secreta - Machado de Assis
  48. A Esfinge sem Segredo - Oscar Wilde
  49. Kamasutra - Mallanâga Vâtsyâyana
  50. Poemas de Álvaro de Campos - Fernando Pessoa
  51. O Banqueiro Anarquista - Fernando Pessoa
  52. Arte Poética - Aristóteles
  53. A Ela - Machado de Assis
  54. A Volta ao Mundo em 80 Dias - Júlio Verne
  55. Auto da Barca do Inferno - Gil Vicente
  56. A Moreninha - Joaquim Manuel de Macedo
  57. Iracema - José de Alencar
  58. Adão e Eva - Machado de Assis
  59. Dom Casmurro - Machado de Assis
  60. Poemas em Inglês - Fernando Pessoa
  61. Édipo-Rei - Sófocles
  62. Iliada - Homero
  63. A Igreja do Diabo - Machado de Assis
  64. Odisséia - Homero
  65. Senhora - José de Alencar
  66. Poemas de Álvaro de Campos - Fernando Pessoa
  67. Poemas de Álvaro de Campos - Fernando Pessoa
  68. Poemas Selecionados - Florbela Espanca
  69. Ricardo III - William Shakespeare
  70. Alma Inquieta - Olavo Bilac
  71. As Alegres Senhoras de Windsor - William Shakespeare
  72. Catálogo de Autores Brasileiros com a Obra em Domínio Público - Fundação Biblioteca Nacional
  73. A Chinela Turca - Machado de Assis
  74. Auto da Barca do Inferno - Gil Vicente
  75. Os Maias - José Maria Eça de Queirós
  76. A Pianista - Machado de Assis
  77. A Escrava Isaura - Bernardo Guimarães
  78. Poemas de Ricardo Reis - Fernando Pessoa
  79. Iracema - José de Alencar
  80. Os Sertões - Euclides da Cunha
  81. Quincas Borba - Machado de Assis
  82. A Dama das Camélias - Alexandre Dumas
  83. Fausto - Johann Wolfgang von Goethe
  84. A Alma Encantadora das Ruas - João do Rio
  85. O Guarani - José de Alencar
  86. Primeiro Fausto - Fernando Pessoa
  87. O Cortiço - Aluísio Azevedo
  88. Pai Contra Mãe - Machado de Assis
  89. Poemas de Ricardo Reis - Fernando Pessoa
  90. Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis
  91. Sonetos – Luís Vaz de Camões
  92. Hamlet – William Shakespeare
  93. Contos Fluminenses - Machado de Assis
  94. Eu e Outras Poesias - Augusto dos Anjos
  95. A Vida Eterna - Machado de Assis
  96. O Primo Basílio - José Maria Eça de Queirós
  97. Canção do Exílio - Antônio Gonçalves Dias
  98. O Espelho - Machado de Assis
  99. Eu - Augusto dos Anjos
  100. A Herança - Machado de Assis
  101. A chave - Machado de Assis
  102. A Mulher de Preto - Machado de Assis
  103. Utopia - Thomas Morus
  104. Don Quixote. Vol. 1 - Miguel de Cervantes Saavedra
  105. Os Lusíadas - Luís Vaz de Camões
  106. Medida Por Medida - William Shakespeare
  107. A Segunda Vida - Machado de Assis
  108. Os Dois Cavalheiros de Verona - William Shakespeare
  109. A Mão e a Luva - Machado de Assis
  110. Adão e Eva - Machado de Assis
  111. A Mão e a Luva - Machado de Assis
  112. As Vítimas-Algozes - Joaquim Manuel de Macedo
  113. A Mensageira das Violetas - Florbela Espanca
  114. Memórias de um Sargento de Milícias - Manuel Antônio de Almeida
  115. O Primo Basílio - José Maria Eça de Queirós
  116. Astúcias de Marido - Machado de Assis
  117. Carta de Pero Vaz de Caminha. - Pero Vaz de Caminha
  118. Divina Comedia - Dante Alighieri
  119. O Crime do Padre Amaro - José Maria Eça de Queirós
  120. Amor de Perdição - Camilo Castelo Branco
  121. El Arte de la Guerra - Sun Tzu
  122. Helena - Machado de Assis
  123. Antes que Cases - Machado de Assis
  124. O Navio Negreiro - Antônio Frederico de Castro Alves
  125. Missa do Galo - Machado de Assis
  126. Esaú e Jacó - Machado de Assis
  127. Amor de Perdição - Camilo Castelo Branco
  128. O Alienista - Machado de Assis
  129. Coriolano - William Shakespeare
  130. A Causa Secreta - Machado de Assis
  131. Don Quixote - Miguel de Cervantes
  132. O Alienista - Machado de Assis
  133. A Desejada das Gentes - Machado de Assis
  134. Os Maias - José Maria Eça de Queirós
  135. Cartas D’Amor - José Maria Eça de Queirós
  136. A melhor das noivas - Machado de Assis
  137. A Desobediência Civil - Henry David Thoreau
  138. Tito Andrônico - William Shakespeare
  139. O triste fim de Policarpo Quaresma - Afonso Henriques de Lima Barreto
  140. Camões - Joaquim Nabuco
  141. Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis
  142. Noite na Taverna - Manuel Antônio Álvares de Azevedo
  143. O Crime do Padre Amaro - José Maria Eça de Queirós
  144. O Abolicionismo - Joaquim Nabuco
  145. Os Sertões - Euclides da Cunha
  146. Don Quijote - Miguel de Cervantes
  147. Aurora sem Dia - Machado de Assis
  148. Contos - José Maria Eça de Queirós
  149. A Mulher de Preto - Machado de Assis
  150. O Cortiço - Aluísio Azevedo
  151. Senhora - José de Alencar
  152. Schopenhauer - Thomas Mann
  153. Ficções do interlúdio: para além do outro oceano de Coelho Pacheco. - Fernando Pessoa
  154. Conto de Escola - Machado de Assis
  155. Amor com Amor se Paga - Joaquim José da França Júnior
  156. A Volta ao Mundo em Oitenta Dias - Júlio Verne
  157. Livro de Mágoas - Florbela Espanca
  158. A viúva Sobral - Machado de Assis
  159. Almas Agradecidas - Machado de Assis
  160. Cinco Minutos - José de Alencar
  161. As Primaveras - Casimiro de Abreu
  162. Outras Poesias - Augusto dos Anjos
  163. Anedota Pecuniária - Machado de Assis
  164. A Viuvinha - José de Alencar
  165. Anedota do Cabriolet - Machado de Assis
  166. A Sereníssima República - Machado de Assis
  167. Lucíola - José de Alencar
  168. A esfinge sem segredo - Oscar Wilde
  169. Papéis Avulsos - Machado de Assis
  170. Balas de Estalo - Machado de Assis
  171. Helena - Machado de Assis
  172. A última receita - Machado de Assis
  173. Catálogo de Publicações da Biblioteca Nacional - Fundação Biblioteca Nacional
  174. A Semana - Machado de Assis
  175. Antes da Missa - Machado de Assis
  176. A Princesa de Babilônia - Voltaire
  177. A Relíquia - José Maria Eça de Queirós
  178. Viagens de Gulliver - Jonathan Swift
  179. Sonetos e Outros Poemas - Manuel Maria de Barbosa du Bocage
  180. Memorial de Aires - Machado de Assis
  181. Don Quixote. Vol. 2 - Miguel de Cervantes Saavedra
  182. A mulher Pálida - Machado de Assis
  183. A Dama das Camélias - Alexandre Dumas
  184. O Cortiço - Aluísio Azevedo
  185. CHARNECA EM FLOR - Florbela Espanca
  186. Cartas D’Amor – O Efêmero Feminino - José Maria Eça de Queirós
  187. Obras Seletas - Rui Barbosa
  188. A Inglezinha Barcelos - Machado de Assis
  189. A Senhora do Galvão - Machado de Assis
  190. A Alma do Lázaro - José de Alencar
  191. A “Não-me-toques”! - Artur Azevedo
  192. A Carne - Júlio Ribeiro
  193. O Livro da Lei - Aleister Crowley
  194. Conjugo Vobis - Artur Azevedo
  195. Eterna Mágoa - Augusto dos Anjos
  196. A Parasita Azul - Machado de Assis
  197. Cândido - Voltaire
  198. A Desejada das Gentes - Machado de Assis
  199. A Carta - Pero Vaz de Caminha
  200. Carolina - Casimiro de Abreu
  201. 14 de Julho na Roça - Raul Pompéia
  202. Quincas Borba - Machado de Assis
  203. As Academias de Sião - Machado de Assis
  204. Capítulos de História Colonial (1500-1800) - João Capistrano de Abreu
  205. O Enfermeiro - Machado de Assis
  206. LIVRO DE SÓROR SAUDADE - Florbela Espanca
  207. História da Literatura Brasileira: Fatores da Literatura Brasileira - Sílvio Romero
  208. Antologia - Antero de Quental
  209. Farsa de Inês Pereira - Gil Vicente
  210. Iluminuras - Arthur Rimbaud
  211. Espumas Flutuantes - Antônio Frederico de Castro Alves
  212. A Semana - Machado de Assis
  213. A Moreninha - Joaquim Manuel de Macedo
  214. Diário Íntimo - Afonso Henriques de Lima Barreto
  215. A Alma Encantadora das Ruas - João do Rio
  216. As Bodas de Luís Duarte - Machado de Assis
  217. Sermão da Sexagésima - Pe. Antônio Vieira
  218. Como e por que sou Romancista - José de Alencar
  219. A Carne - Júlio Ribeiro
  220. 7 Canções - Salomão Rovedo
  221. A Ilustre Casa de Ramires - José Maria Eça de Queirós
  222. A mágoa do Infeliz Cosme - Machado de Assis
  223. Uns Braços - Machado de Assis
  224. A Brasileira de Prazins - Camilo Castelo Branco
  225. Teoria do Medalhão - Machado de Assis
  226. Capítulo dos Chapéus - Machado de Assis
  227. Noite de Almirante - Machado de Assis
  228. Cinco Mulheres - Machado de Assis
  229. O triste fim de Policarpo Quaresma - Afonso Henriques de Lima Barreto
  230. A Orgia dos Duendes - Bernardo Guimarães
  231. Felicidade pelo Casamento - Machado de Assis
  232. Cantiga de Esponsais - Machado de Assis
  233. Redondilhas - Luís Vaz de Camões
  234. Caso da Vara - Machado de Assis
  235. A idéia do Ezequiel Maia - Machado de Assis
  236. A Ama-Seca - Artur Azevedo
  237. Conto de Escola - Machado de Assis
  238. AMOR COM AMOR SE PAGA - França Júnior
  239. O Dicionário - Machado de Assis
  240. Esaú e Jacó - Machado de Assis
  241. O que é o Casamento? - José de Alencar
  242. Confissões de uma Viúva - Machado de Assis
  243. Brincar com fogo - Machado de Assis
  244. Ayres e Vergueiro - Machado de Assis
  245. Minha formação - Joaquim Nabuco
  246. O Ateneu - Raul Pompéia
  247. Confissões de uma Viúva Moça - Machado de Assis
  248. Contos de Lima Barreto - Afonso Henriques de Lima Barreto
  249. As Forças Caudinas - Machado de Assis
  250. Helena - Machado de Assis
  251. Quincas Borba - Machado de Assis
  252. Bom Crioulo - Adolfo Ferreira Caminha
  253. O Primo Basílio - José Maria Eça de Queirós
  254. O Navio Negreiro - Antônio Frederico de Castro Alves
  255. Ulysses - James Joyce
  256. O Ateneu - Raul Pompéia
  257. Cinco minutos - José de Alencar
  258. Várias Histórias - Machado de Assis
  259. O Mulato - Aluísio Azevedo
  260. Lira dos Vinte Anos - Manuel Antônio Álvares de Azevedo
  261. Contos Gauchescos - João Simões Lopes Neto
  262. Bons Dias - Machado de Assis
  263. BRÁS, BEXIGA E BARRA FUNDA - Alcântara Machado
  264. Histórias da Meia-Noite - Machado de Assis
  265. O Homem que Sabia Javanês e Outros Contos - Afonso Henriques de Lima Barreto
  266. A Escrava Isaura - Bernardo Guimarães
  267. História da Literatura Brasileira - José Veríssimo Dias de Matos
  268. Camões - Joaquim Nabuco
  269. Uma Estação no Inferno - Arthur Rimbaud
  270. O LIVRO D’ELE - Florbela Espanca
  271. Antes da Rocha Tapéia - Machado de Assis
  272. Poemas - Safo
  273. Casa Velha - Machado de Assis
  274. Poética - Aristóteles
  275. A Dança dos Ossos - Bernardo Guimarães
  276. O Sertanejo - José de Alencar
  277. Aos Vinte Anos - Aluísio Azevedo
  278. Seleção de Obras Poéticas - Gregório de Matos
  279. O Elixir da Longa Vida - Honoré de Balzac
  280. Antigonas - Sofócles
  281. Coisas que Só Eu Sei - Camilo Castelo Branco
  282. Fulano - Machado de Assis
  283. O Velho da Horta - Gil Vicente
  284. O Mulato - Aluísio Azevedo
  285. Cartas Chilenas - Tomáz Antônio Gonzaga
  286. Via-Láctea - Olavo Bilac
  287. A Casadinha de Fresco - Artur Azevedo
  288. A Melhor Amiga - Artur Azevedo
  289. A Luneta Mágica - Joaquim Manuel de Macedo
  290. A Condessa Vésper - Aluísio Azevedo
  291. Casa de Pensão - Aluísio Azevedo
  292. Cícero - Plutarco
  293. Lucíola - José de Alencar
  294. A Confissão de Lúcio - Mário de Sá-Carneiro
  295. Memórias de um Sargento de Milícias - Manuel Antônio de Almeida
  296. Poemas Irônicos, Venenosos e Sarcásticos - Manuel Antônio Álvares de Azevedo
  297. Noite na Taverna - Manuel Antônio Álvares de Azevedo
  298. As Asas de um Anjo (Comédia) - José de Alencar
  299. A Bela Madame Vargas - João do Rio
  300. As Religiões no Rio - João do Rio
  301. Conto Alexandrino - Machado de Assis
  302. A Conselho do Marido - Artur Azevedo
  303. Farsa do Velho da Horta - Gil Vicente
  304. Elogio da vaidade - Machado de Assis
  305. Auto da Alma - Gil Vicente
  306. RELIQUIAE - Florbela Espanca
  307. Vozes d’África - Antônio Frederico de Castro Alves
  308. Um Apólogo - Machado de Assis
  309. Memórias de um Sargento de Milícias - Manuel Antônio de Almeida
  310. Os Escravos - Antônio Frederico de Castro Alves
  311. Inocência - Visconde de Taunay
  312. Camões: discurso pronunciado a 10 de junho de 1880 por parte [sic] do Gabinete Português de Leitura - Joaquim Nabuco
  313. Poemas Malditos - Manuel Antônio Álvares de Azevedo
  314. 345 - Artur Azevedo
  315. A Viuvinha - José de Alencar
  316. Poemas Humorísticos e Irônicos - João da Cruz e Sousa
  317. O Uraguai - José Basílio da Gama
  318. O Demônio Familiar - José de Alencar
  319. Espumas Flutuantes - Antônio Frederico de Castro Alves
  320. Caramuru: poema épico do descobrimento da Bahia - José de Santa Rita Durão
  321. A Harpa do Crente - Alexandre Herculano
  322. Canções e Elegias - Luís Vaz de Camões
  323. Memorial de Aires - Machado de Assis
  324. Contos para Velhos - Olavo Bilac
  325. AS VIAGENS - Olavo Bilac
  326. Coração, Cabeça e Estômago - Camilo Castelo Branco
  327. Filosofia de um par de botas - Machado de Assis
  328. Um Apólogo - Machado de Assis
  329. Um Homem Célebre - Machado de Assis
  330. Diva - José de Alencar
  331. Caramuru - José de Santa Rita Durão
  332. A Conquista - Coelho Neto
  333. Tu, só tu, puro amor - Machado de Assis
  334. Madame Bovary - Gustave Flaubert
  335. CONTOS AVULSOS - Alcântara Machado
  336. Iaiá Garcia - Machado de Assis
  337. Madame Bovary - Gustave Flaubert
  338. A Pata da Gazela - José de Alencar
  339. 13 Oktobro 1582 - Luiz Portella
  340. O Livro de Cesário Verde - José Joaquim Cesário Verde
  341. Germinal - Émile Zola
  342. O Juiz de Paz da Roça - Luís Carlos Martins Pena
  343. A Dívida - Artur Azevedo
  344. Contos Fluminenses - Machado de Assis
  345. Ubirajara - José de Alencar
  346. A Alegria da Revolução - Ken Knab
  347. Béatrix - Honoré de Balzac
  348. Ao Entardecer (contos vários) - Visconde de Taunay
  349. O Mulato - Aluísio Azevedo
  350. A Poesia Interminável - João da Cruz e Sousa
  351. Balas de Estalo - Machado de Assis
  352. O Enfermeiro - Machado de Assis
  353. Minha formação - Joaquim Nabuco
  354. Ser Infeliz - Franz Kafka
  355. Camoens: the lyric poet: address at Vasar College on April, 1909 – Joaquim Nabuco
  356. Quinhentos Contos - Machado de Assis
  357. Sermão do Bom Ladrão (1655) - Pe. Antônio Vieira
  358. Poesias dispersas - Machado de Assis
  359. A Capital Federal - Artur Azevedo
  360. Dentro da noite - João do Rio
  361. Crisálidas - Machado de Assis
  362. Encher tempo - Machado de Assis
  363. Na Academia Brasileira de Letras - Machado de Assis
  364. A Campanha Abolicionista - José Carlos do Patrocínio
  365. Mariana - Machado de Assis
  366. Juca-Pirama - Antônio Gonçalves Dias
  367. A Casa Fechada - Roberto Gomes Ribeiro
  368. Eurico, o Presbítero - Alexandre Herculano
  369. Noite na Taverna - Manuel Antônio Álvares de Azevedo
  370. PROFISSÃO DE FÉ - Olavo Bilac
  371. Clara dos Anjos - Afonso Henriques de Lima Barreto
  372. Minha formação - Joaquim Nabuco
  373. A Confissão de Lúcio - Mário de Sá-Carneiro
  374. Sonetos - Luís Vaz de Camões
  375. Desencantos - Machado de Assis
  376. O Moço Loiro - Joaquim Manuel de Macedo
  377. Correspondência de Machado de Assis - Machado de Assis
  378. A Cruz Mutilada - Alexandre Herculano
  379. O Gaúcho - José de Alencar
  380. Decadência de dois grandes homens - Machado de Assis
  381. O Seminarista - Bernardo Guimarães
  382. Discurso Sobre a História da Literatura do Brasil-Manifesto Publicado na Revista Nictheroy em 1836 - Machado de Assis
  383. O seminarista - Bernardo Guimarães
  384. Jogo do Bicho - Machado de Assis
  385. Metafísica das Rosas - Machado de Assis
  386. Lendas do Sul - João Simões Lopes Neto
  387. Viver! - Machado de Assis
  388. Casada e viúva - Machado de Assis
  389. O Ingênuo - Voltaire
  390. Marília de Dirceu - Tomáz Antônio Gonzaga
  391. A Arrábida - Alexandre Herculano
  392. Casa, não casa - Machado de Assis
  393. O Segredo do Bonzo - Machado de Assis
  394. Os Sertões - Euclides da Cunha
  395. Cartas Chilenas - Tomáz Antônio Gonzaga
  396. O Homem que Sabia Javanês - Afonso Henriques de Lima Barreto
  397. Uma Senhora - Machado de Assis
  398. Um Homem Célebre - Machado de Assis
  399. Fernando e Fernanda - Machado de Assis
  400. Críticas Teatrais - Machado de Assis
  401. Esaú e Jacó - Machado de Assis
  402. Don Quixote - Miguel de Cervantes Saavedra
  403. Evolução - Machado de Assis
  404. Uns Braços - Machado de Assis
  405. O Relógio de Ouro - Machado de Assis
  406. História de uma lágrima - Machado de Assis
  407. Ex Cathedra - Machado de Assis
  408. Eterno! - Machado de Assis
  409. O anjo Rafael - Machado de Assis
  410. O Mundo como Está - Voltaire
  411. Hoje Avental, amanhã Luva - Machado de Assis
  412. Papéis Avulsos - Machado de Assis
  413. Dracula - Bram Stoker
  414. Poemas de Fagundes Varela - Luís Nicolau Fagundes Varela
  415. Marília de Dirceu - Tomáz Antônio Gonzaga
  416. O DIALETO CAIPIRA - Amadeu Amaral
  417. Cultura e Opulência do Brasil por suas Drogas e Minas - Pe. André João Antonil
  418. Longe dos Olhos - Machado de Assis
  419. Ressureição - Machado de Assis
  420. As Pupilas do Senhor Reitor - Júlio Dinis
  421. Duas Juízas - Machado de Assis
  422. O Noviço - Luís Carlos Martins Pena
  423. D. Paula - Machado de Assis
  424. Umas Férias - Machado de Assis
  425. D. Benedita - Machado de Assis
  426. La Celestina - Fernando de Rojas
  427. 20,000 Leagues Under the Sea - Jules Verne
  428. Curta história - Machado de Assis
  429. Um cão de lata ao rabo - Machado de Assis
  430. Dracula - Bram Stocker
  431. Marcha Fúnebre - Machado de Assis
  432. Último Capítulo - Machado de Assis
  433. Cantigas de Santa Maria – I - Alfonso X, el Sabio
  434. Mãe - José de Alencar
  435. O corpo feminino em debate - Maria Izilda Santos de Matos
  436. Vênus! divina vênus! - Machado de Assis
  437. Sermão de Santo Antônio - Pe. Antônio Vieira
  438. Memorial de Aires - Machado de Assis
  439. The Mysterious Affair at Styles – Agatha Christie
  440. Histórias sem Data - Machado de Assis
  441. Textos críticos - Machado de Assis
  442. Viver - Machado de Assis
  443. Lira dos Vinte Anos - Alvarez Azevedo
  444. Como se inventaram os almanaques - Machado de Assis
  445. Os Dois Amores - Joaquim Manuel de Macedo
  446. Pareceres de Machado de Assis - Machado de Assis
  447. A Dog’s Tale - Mark Twain
  448. Auto da Índia - Gil Vicente
  449. El Conde de Montecristo - Alexandre Dumas
  450. Encarnação - José de Alencar
  451. Algunos Poemas a Lesbia - Caio Valério Catulo
  452. O Mandarim - José Maria Eça de Queirós
  453. A Normalista - Adolfo Ferreira Caminha
  454. Poesias Colegiais - Antônio Frederico de Castro Alves
  455. O Anel de Polícrates - Machado de Assis
  456. La Ilíada - Homero
  457. Lição de Botânica - Machado de Assis
  458. À Margem da História - Euclides da Cunha
  459. Diana - Machado de Assis
  460. O Segredo de Augusta - Machado de Assis
  461. Frankenstein - Mary Shelley
  462. Casa velha - Machado de Assis
  463. Quem conta em conto… - Machado de Assis
  464. The Secret Adversary - Agatha Christie
  465. Andar a Pé - David Henry Thoreau
  466. Divina Commedia di Dante - Dante Alighieri
  467. Entre 1892 e 1894 - Machado de Assis
  468. To be or not to be – Machado de Assis
  469. Os Timbiras - Antônio Gonçalves Dias
  470. Os Bruzundangas - Afonso Henriques de Lima Barreto
  471. Idéias do Canário - Machado de Assis
  472. O Rei dos Caiporas - Machado de Assis
  473. Decameron - Giovanni Boccaccio
  474. Crônicas - Afonso Henriques de Lima Barreto
  475. Entre Santos - Machado de Assis
  476. Quem Boa Cama Faz… - Machado de Assis
  477. Cantiga velha - Machado de Assis
  478. O Mistério da Estrada de Sintra - José Maria Eça de Queirós
  479. Máximas, Pensamentos e Reflexões - Marquês de Maricá
  480. Suspiros Poéticos e Saudades - Domingos Gonçalves de Magalhães
  481. As Pupilas do Senhor Reitor - Júlio Dinis
  482. Poema da Virgem - Pe. José de Anchieta
  483. Verba Testamentária - Machado de Assis
  484. Poemas - Alphonsus de Guimarães
  485. A Melhor Vingança - Artur Azevedo
  486. A Casinha de Fresco - Artur Azevedo
  487. O Judas em Sábado de Aleluia - Luís Carlos Martins Pena
  488. Wuthering Heights - Emily Brontë
  489. A Almanjarra - Artur Azevedo
  490. Frei Simão - Machado de Assis
  491. Carmina - Caio Valério Catulo
  492. A Marquesa de Santos - Paulo Setúbal
  493. Uma Lágrima de Mulher - Aluísio Azevedo
  494. Zadig ou o Destino - Voltaire
  495. Os Sonhos d’Ouro - José de Alencar
  496. Bodas de Sangre - Federico Garcia Lorca
  497. A Luneta Mágica - Joaquim Manuel de Macedo
  498. Auto da Alma - Gil Vicente
  499. Gargantua and Pantagruel, Complete - François Rabelais
  500. Linha Reta e Linha Curva - Machado de Assis
  501. Trio em Lá Menor - Machado de Assis

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terça-feira, 12 de abril de 2011

50 anos da conquista do espaço



Em 1945, a Segunda Guerra Mundial terminou, dando início a chamada Guerra Fria. Esse novo conflito tinha como protagonistas os Estados Unido da América (EUA) e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), sendo que essas duas superpotências da época apresentavam sistemas político-ideológicos distintos e visavam ampliar suas áreas de influência.

Durante mais de quatro décadas (1945 a 1991), esses dois países travaram uma batalha pela busca da hegemonia mundial. Eles destinaram dinheiro para algumas nações se reestruturarem, forneceram armas durante conflitos separatistas, intervieram na política externa, etc. Para expandir suas áreas de influência, no entanto, era preciso demonstrar superioridade em vários setores, fato que proporcionou acontecimentos históricos.

Estados Unidos e União Soviética realizaram altos investimentos em tecnologia, destinados principalmente para a indústria bélica. Esse fato ficou caracterizado como a corrida armamentista. O mundo, dividido em dois blocos – capitalista ou socialista –, temia um possível confronto entre esses dois países, pois era (e ainda é) grande a quantidade de armas nucleares dessas nações.

Além dos gastos destinados a armamentos, EUA e URSS também investiram pesado em pesquisas relacionadas ao conhecimento do espaço sideral, com destaque para a exploração do nosso satélite natural, a Lua. Nesse momento, teve início a corrida espacial, na qual o país que atingisse os melhores resultados poderia determinar a supremacia sobre o outro.

Em 1957, a União Soviética saiu em vantagem pela conquista do espaço. Em outubro daquele ano, o país lançou ao espaço o primeiro satélite artificial, denominado Sputnik. No entanto, a URSS não se conteve e, em novembro do mesmo ano, enviou o primeiro ser vivo ao espaço, a cadela Laika, a bordo do Sputnik 2.

Em contrapartida, os Estados Unidos, em 1958, lançaram o satélite artificial Explorer I, que transportava vários aparelhos de pesquisa. Porém, no ano seguinte, a URSS apresentou um grande avanço nas suas pesquisas, realizando o projeto Luna, que proporcionou a obtenção de imagens (fotos) da superfície lunar.

Outro grande salto soviético na corrida espacial foi dado em abril de 1961. Nessa ocasião, foi realizado o primeiro voo tripulado por um humano. A bordo da nave Vostok, o astronauta Yuri Gagarin teve o privilégio de orbitar a Terra e entrar para a história como o primeiro humano a conquistar tal feito e pela sua célebre frase “A Terra é azul”.

Os Estados Unidos, vendo que estavam ficando para trás, investiram mais ainda no projeto espacial. O resultado foi alcançado em 1962, quando o astronauta John Glenn voou ao redor da Terra. Conforme as pesquisas avançavam, os objetivos se tornavam mais complexos. A NASA (Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço) visava alcançar a Lua, um feito que revolucionaria a corrida espacial.

Em 20 de julho de 1969, os astronautas estadunidenses Edwin Aldrin Jr., Neil Armstrong e Michael Collins, tripulantes da nave espacial Apollo XI, atingiram o solo lunar. Essa conquista foi transmitia pela televisão, ficando marcada pela seguinte frase de Neil Armstrong: “Este é um pequeno passo para um homem, mas um grande salto para a humanidade”.

Após esse feito, a tensão entre esses dois países foi diminuindo e, em 1975, soviéticos e estadunidenses chegaram a trocar informações sobre a exploração espacial. Esse fato, além da redução dos gastos destinados às pesquisas espaciais e a fragmentação da URSS, marcou o fim da conquista espacial.

Por: Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola

domingo, 10 de abril de 2011

"É de responsabilidade da escola combater o bullyng"

"Muitos acreditam que, porque o bullying é praticado por crianças, ele é menos impactante. E que porque são crianças, precisam passar por esse tipo de provação para serem mais fortes no futuro – isso é um mito."
Marlene Snyder, especialista.
O passado de isolamento e ausência de amigos alimentam suspeitas de que Wellington Menezes de Oliveira, o jovem de 24 anos que invadiu a escola em Realengo deixando um rastro de 12 mortes, tenha sofrido bullying. A desconfiança fortalece o debate sobre os meios de que a sociedade dispõe para evitar que personagens como Oliveira sejam cultivados dentro da escola. Nos Estados Unidos, os anos que se seguiram à tragédia na Columbine High School foram de investimento em prevenção à violência, entre elas, o bullying. O Brasil ainda engatinha na discussão sobre o tema. A tragédia da quinta-feira reacende a discussão: qual o papel da escola no combate a essa prática que deixa marcas tão duradouras? O site de VEJA conversou com a especialista americana Marlene Snyder, diretora de desenvolvimento do programa anti-bullying do Instituto Olweus, piorneiro no estudo e na prevenção dessa prática nos Estados Unidos. Confira os principais trechos da entrevista:

Qual o papel da escola no combate ao bullying? Mesmo quando o bullying acontece fora da sala de aula, a escola têm responsabilidade, porque os desdobramentos dessa prática estarão presentes no comportamento dos alunos. Nesse processo, o relacionamento professor-aluno é fundamental. É por meio desse canal que o bullying pode ser identificado. Mas para isso, os docentes precisam estar treinados. Eles precisam entender que o bullying acontece a qualquer momento e com qualquer aluno. Um estudo que realizamos apontou que 17% dos estudantes americanos sofreram bullying dentro da escola. Isso significa quase um em cada cinco jovens.

Podemos dizer que, nesse combate, a escola é mais importante que os pais? Sim. Sustentados pelas nossas pesquisa, sabemos que é muito mais provável que o bullying aconteça dentro das escolas, durante aquele período em que as crianças são confiadas aos cuidados de professores e da direção. Nesse sentido, as escolas têm um poder maior que os pais em identificar e combater essa prática.

Atualmente fala-se muito em bullying e toda a violência que acontece dentro da escola é classificada como tal. Como identificar quando realmente trata-se de uma prática de bullying? Bullying é puro abuso. É quando a pessoa é exposta repetidamente a ações negativas por parte de uma ou mais pessoas e ela tem dificuldades em se defender. Entre essas ações estão xingamentos, disseminação de falsos rumores, exclusão social ou isolamento, agressões físicas e discriminações raciais ou sexuais. Todas essas práticas podem contar com a ajuda da internet - o que chamamos de cyberbullying.

Leis anti-bullying são eficazes no combate a essa prática? Respondo a essa pergunta com outra pergunta: essas leis são bem feitas? E em que medida elas auxiliam a escola a lidar com o bullying? Pergunto isso porque aqui nos Estados Unidos, 45 de nossos 50 estados possuem leis que visam combater o bullying, mas em muitos casos a lei é ineficiente porque determina apenas que a escola tenha em seu programa políticas anti-bullying. O problema é que elas ficam no papel, não são colocadas em prática. O que precisa é que os professores sejam treinados, que entendam o que é, quais as manifestações e quais as consequências do bullying. Assim, poderão transformar em ativa a atitude passiva quem mantêm frente a um problema tão grave. Mesmo bem feita, nenhuma lei será capaz de erradicar o bullying, assim como nenhuma lei é capaz de combater todos os roubos, por exemplo. Mas elas chamam a atenção e preparam a sociedade para lidar com o problema.

E quanto a leis que multam as escolas que se mantêm passivas frente ao bullying? As leis que prevêem multas ou indenizações são eficazes na medida em que chamam a atenção da escola para o problema. Há cerca de 10 anos, elas foram implementadas em algumas regiões dos Estados Unidos, onde as escolas eram multadas em cerca de 10.000 ou 15.000 dólares e hoje vemos casos que chegam a milhões de dólares. Isso serve de alerta para as escolas: o custo-benefício da prevenção é muito maior do que o pagamento de uma multa ou indenização.

Quais são os maiores mitos que envolvem o bullying? Muitos acreditam que, porque o bullying é praticado por crianças, ele é menos impactante. E que porque são crianças, precisam passar por esse tipo de provação para serem mais fortes no futuro – isso é um mito. Outra inverdade é que acredita-se que a pessoa que pratica bullying, o faz por sentir-se infeliz consigo mesma. Em todos esses anos de pesquisas, concluímos que os praticantes têm uma autoestima elevada. O que eles desejam é projetar seu poder sobre alguém que, por alguma razão, não dispõe de meios para se defender.

Quem pratica o bullying tende a ser estigmatizado. Como tratá-los corretamente? Em nosso programa de combate ao bullying não rotulamos ninguém. Isso porque existem oito diferentes papeis que uma pessoa pode desempenhar durante uma situação de bullying. Existe quem pratica, quem se mantém passivo, quem incentiva ações negativas mas não participa delas, e assim por diante. Por isso, em cada contexto, uma pessoa pode assumir um papel distinto. A solução é trabalhar com cada situação particular e analisar se existe um padrão de conduta que se repete. A partir daí, desenvolvemos atividades que possam reverter esse comportamento. Mas trabalhamos com esse aluno dentro da escola. Ao contrário do que muitos pensam, expulsá-lo é contra-producente. Se o expulsamos, para onde ele vai? Ele vai para a rua e aprende coisas ainda piores. Então, trabalhamos muito próximos a ele, oferecendo subsídios e possibilitando mudanças.

O prática de bullying começa em casa? O que acontece é um reflexo. Se a criança é tratada com gritos, tapas ou presencia cenas de violência em casa, ela acredita que esse tipo de comportamento funciona. E, por isso, repete esse comportamento na escola.

Combater o bullying é uma missão impossível? Estou certa de que as crianças querem apenas uma oportunidade para aprender a tratar bem seus colegas. Se é difícil tratar o bullying? Sim, é uma tarefa dura, que exige empenho e comprometimento, mas sou muito otimista. Acredito que se os adultos estiverem dispostos a conversar com as crianças e escutá-las sobre suas preocupações, será fácil criar um ambiente harmonioso. E quanto mais cedo começarmos a conversar, melhor.

A senhora estuda o bullying há quase duas décadas. O que mudou durante esse período? A grande mudança foi a atenção que a sociedade deu para o tema. O bullying hoje já é visto como um problema de saúde pública. Também acumulamos mais conhecimento. Hoje sabemos que aqueles que praticam ou sofrem bullying carregam sequelas físicas e mentais e que quem sofre bulying tem um desempenho acadêmico menor e tende a não gostar do ambiente escolar. Por isso, são mais propensos a abandonar os estudos. Na outra extremidade, aqueles que praticam bullying têm mais chances de se envolver em crimes. Ou seja, combater o bullying é também combater o crime. Por outro lado, vemos também que a sociedade mudou. Os pais estão cada vez mais longe de casa, envolvidos em longas jornadas de trabalho enquanto os jovens estão cada vez mais apegados a video-games, computadores, etc. Tudo isso torna a prevenção ainda mais necessária. 

Leia também:

Fonte: Veja On Line

sábado, 2 de abril de 2011

A importância de se preservar a memória

Clique na imgem para ampliar
Foto ofical dos formandos do 3º Ano Científico (atual ensino médio)
da Escola Estadual Presidente Arthur da Costa e Silva - 1986. 
Entre eles, o aluno Edvaldo (atualmente professor do Monsenhor Fabrício), 
sorridente, com o certificado colado ao peito. Bons tempos!


Outro dia, num desses momentos de reflexão, lembrei-me dos bons tempos de escola, dos amigos (sobretudo dos que não tenho mais contato), das farras, da inconsequência, enfim, desse mundo efêmero que, invariavelmente, para todos, se perde no tempo. Dessa época feliz da minha vida, além das lembranças, restou-me uma foto clicada em 1986 que ilustra esse post.

Pois bem, o resultado dessa minha viagem ao passado foi uma ideia: institur a foto oficial das turmas da Escola Monsenhor Fabrício. Claro, essa é uma prática antiga e tradicional em muitas escolas pelo mundo afora, mas nas redes públicas de ensino aqui em Pernambuco, esse importante registro escapa. Dirião os críticos derrotistas, sei: “Em algumas escolas, sequer, eles tem o básico, que dirá foto oficial”. Indiferente a possibilidade de ouvir comentários como esses, levei a ideia adiante que foi prontamente aceita pela coordenação e pela direção da escola.

Na base do improviso, fizemos quase todas as fotos. Os alunos das séries iniciais, da Alfa até o quito ano, trataram o evento como uma grande e importante novidade. Já com os adolescentes do sexto ao nono ano, com idades entre onze e quinze anos, os problemas começaram a aparecer. Aquela velha frase, “adolescente é complicado”, não saía da minha cabeça. Explicamos a importância daquele registro, que anos depois eles teriam um privilégio que não é comum nas escolas públicas de Pernambuco, relembrar através das fotos, amigos, a escola, mas não adiantou. Alguns caminharam para o local da foto como se estivessem a caminho do cadafalso.

Os alunos do nono ano, os mais velhos, colocaram tantos obstáculos que resolvemos não fazer o registro. Numa breve análise da situação, facilmente, identificamos alguns indícios do porquê desse problema. Em algumas turmas pude perceber que o grupo foi contaminado por pequenos lideres que impuseram o seu pensamento de revolta contra uma atividade proposta pela escola, propagando a ideia de que a foto era “um mico”. Outros tantos não se identificam com a escola, não têm orgulho de estudar numa escola pública e não quiseram, portanto, eternizar esse período. Fora isso, tem o comportamento natural do adolescente de ser eternamente do contra.

Seja como for, fiquei, mais uma vez, triste com a falta de interesse dos alunos. Esse tipo de comportamento, aliás, inibe muitos profissionais de educação de buscar inovações. Sair do cotidiano da sala de aula, trabalhar com atividades voltadas para novas tecnologias, requer uma boa dose de paciência e perseverança para superar velhos hábitos. Muitos desistem pelo caminho.

Monsenhor Memória - Foto de 2005

Da esquerda: Naara Maate, Prof. Ivson,
Professora Ocidélia e o prof. Edvaldo - 2005